Filme – Pavor na Cidade dos Zumbis

Sou uma amante do terror e adoradora dos filmes trash. Um dos meus preferidos desse gênero é o “Pavor na Cidade dos Zumbis“.

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Com a morte do padre William Thomas, uma maldição que faz com que mortos levantem dos túmulos se inicia. Um jornalista se une a uma vidente para investigar o misterioso suicídio do padre e a relação da morte com o aparecimento dos zumbis, na cidade de Dunwith.

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Quem não gosta de trash, simplesmente fuja. Assisti o filme junte de um amigo que não sabe apreciar curte esse tipo de filme e ele achou podre e cheio de clichê; mas é exatamente o previsível, as cenas exageradas e impossíveis, e os closes típicos de um bom filme clichê que faz desse clássico de Lucio Fulci um ótimo trash.

Mesmo quem ache as cenas ridículas, não pode negar, em sã consciência, que as cenas asquerosas e sangrentas são muito bem feitas. Aquele tipo de filme que não vai muito bem com uma pipoquinha. A minha preferida, o vômito de órgão internos, me deu arrepios, extremamente bem feito; uma cena de uma beleza tão grande que só quem é fã consegue entender.

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Ficha técnica:

Diretor: Lucio Fulci

Título original: Paura Nella Citta’Dei Morti Viventi

Ano:1980

País: Itália

Duração: 89 minutos

Gênero: Terror/Trash

Roteiro: Lucio Fulci, H.P. Lovecraft, Dardano Sacchetti

Outros filmes de Lucio Fulci:

– Tempo de Massacre (1969)Imagem

– O Estranho Segredo do Bosque dos Sonhos (1972)

– Os Quatro do Apocalipse (1975)

– Sela de Prata (1978)

– Zumbi 2 – A Volta dos Mortos (1979)

– A Casa dos Mortos Vivos (1981)

– O Gato Negro (1981)

– Terror nas Trevas (1981)

– O Esquartejador de Nova York (1982)

– Demonia (1990)

Dentre muitos outros.

Lucio faleceu em 13 de março de 1996 (68 anos) em Roma, Itália.

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Curiosidades do filme “O Exorcista”

Bom, como o último post foi sobre um dos meus livros preferidos, “O Exorcista”, quis fazer um post também sobre o filme; mas não falando sobre o filme, pois muitos, até mesmo os que não curtem terror, sabem sobre o que se trata. Quis mesmo é falar algumas curiosidades sobre o filme, coisas que aconteceram nos bastidores e até umas lendas que correm sobre o filme.

Enfim, o filme é de 1973, do diretor William Friedkin, baseado no livro com mesmo nome de William Peter Blatty.

Vamos começar pelo mais leve (rs), os prêmios ganhos e/ou indicações:

Ganhou os Oscars de melhor roteiro e melhor som. Foi ainda indicado para mais oito categorias: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Ellen Burstyn), melhor ator coadjuvante (Jason Miller), melhor atriz coadjuvante (Linda Blair), melhor edição, melhor fotografia e melhor direção de arte.

Ganhou quatro Globos de Ouro nas categorias de melhor filme (drama), melhor direção, melhor roteiro e melhor atriz coadjuvante (Linda Blair). Recebeu ainda outras três indicações: melhor atriz – drama (Ellen Burstyn), melhor ator coadjuvante (Max von Sydow) e melhor revelação feminina (Linda Blair).

Foi indicado ao BAFTA na categoria de melhor som.

Ganhou, também, o Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, nas categorias de melhor filme de terror, melhor maquiagem, melhores efeitos especiais e melhor roteiro.

Curiosidades e fatos sobre o filme:

Foi o primeiro filme de terror indicado ao Oscar de melhor filme. O prêmio para um filme do gênero só veio em 1991, em “O Silêncio dos Inocentes”, com Jodie Foster e Anthony Hopkins.

O filme tornou-se um dos mais lucrativos filmes de terror de todos os tempos, arrecadando o equivalente a U$ 441.306.145,00 em todo o mundo.

Após a sessão, ninguém conseguia dormir, lembrando da voz gutural do pequeno demo gritando blasfêmias e outras cenas horrendas das gravações.

Durante a produção do filme, o set de filmagens pegou fogo durante um fim de semana, em que não havia ninguém trabalhando. Muitos equipamentos foram estragados. Não se chegou a qualquer explicação sobre o que gerou o fogo.

O processo de gravação até logo depois do lançamento do filme foi marcado por várias mortes de pessoas ligadas direta e indiretamente com as filmagens, caso do ator Jack Macgowran, que depois de gravar a cena em que morria arremessado da janela por Regan, contraiu uma forte pneumonia e acabou morrendo, de verdade, uma semana depois. Também morreram o irmão do ator Max Von Sydon, um vigia do estúdio e um assistente de produção.

Durante o filme é possível ver vultos, olhos debaixo da cama de Regan, silhuetas demoníacas e mensagens de socorro bem disfarçadas. Muitos gostam de assistir o filme várias vezes para encontrá-las.*

Para deixar as cenas com uma atmosfera aterrorizante, o diretor William Friedkin optou por construir os cenários dentro de uma enorme câmara refrigeradora. Não é à toa que quase todos os atores ficaram com pneumonia.

Oito horas é o que Linda Blair levava para ter seu rostinho bonito transformado no de um verdadeiro filhote do Belzebu. A maquiagem assustadora tinha até massa de pizza em sua composição.

Os gemidos aterrorizantes da garotinha possuída foram captados em uma fazenda. Eram porcos e vacas sendo levados para o abate.

Linda Blair nunca falou sequer um palavrão durante as filmagens de ‘O Exorcista’. Ela dizia outros textos bobinhos enquanto a dubladora Mercedes McCambridge era responsável pelos textos pesados. Aliás, Mercedes MacCambridge precisou fumar cerca de seis maços de cigarro por dia, além de entrar numa dieta só com ovos crus e maçãs defumadas para Imagemconseguir a tal voz assustadora do Diabo.

Pouca gente se lembra, mas em 1990 rolou uma sátira do filme, chamado “A Repossuída”; que conta a história de Nancy Aglet, interpretada por ninguém menos do que a própria “ex-possuída”, Linda Blair. O padre fica por conta do mestre Leslie Nielsen. O filme foi muito esperado pela crítica e pelos fãs da atriz, mas não decolou, o que não quer dizer que não seja uma comédia legal de assistir. Tem até ele completo no Youtube – 

O primeiro trailer de ‘O Exorcista’ foi considerado tão assustador que teve que ser retirado dos cinemas.

*Agora o jeito é assistir o filme pela milésima vez pra notar os vultos, olhos debaixo da cama e pedidos de socorro. Bora assistir?

Filme da semana – “Any Day Now”

O filme dessa semana se chama “Any Day Now” (ainda sem título em português).

Esse é pra chorar! Baseado numa história real, o filme se passa nos anos 70, onde Rudy (Alan Cumming) trabalha num bar como drag queen. Na mesma noite em que conhece Paul (Garret Dillahunt), quando chega em seu prédio, percebe que Marco (Isaac Leyva), um garoto portador da síndrome de Down, foi abandonado por sua negligente mãe. Sabendo que Marco seria jogado em um abrigo, Rudy e Paul, que se apaixonaram rapidamente, começam a lutar pela guarda do garoto. O que deixa tudo mais triste e dramático, é que o filme é baseado em fatos reais.

O longa é demais! A maneira rápida e dinâmica com que os fatos acontecem não deixa com que você perca a atenção. Os locais onde moram, falta de dinheiro e o preconceito estampado na cara de todos que os cercam, faz jus a história real. Se nos dias de hoje, uma adoção por um casal homossexual ainda é tema polêmico, imaginem nos anos 70; e o filme retrata muito bem isso.

As atuações e o final do filme não deixaram nada a desejar.

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Ficha técnica:

Ano: 2012

Gênero: Drama

Direção: Travis Fine

Roteiro: Travis Fine, George Arthur Bloom

Duração: 97 min.

País: Estados Unidos

Outros filmes de Travis Fine

Como diretor: The Space Between (2001)

Como ator: Brinquedo Assassino 3 (1991), Horas de Pavor (1993), Além da Linha Vermelha (1998), Garota Interrompida (1999) e Gatos Numa Roubada (2001)